Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, chega à ilha do Fogo para visitar as populações e tomar pulso da situação por que passa a ilha devido à erupção vulcânica.

image

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, chegou no final da tarde de 03 de Dezembro, quarta-feira, à Ilha do Fogo, onde permanece até Sábado, 06, para visitar e tomar pulso da situação por que passa a ilha, na sequência da erupção vulcânica que começou a 23 de Novembro.

O Chefe de Estado foi recebido pelos Presidentes das Câmaras de Santa Catarina, Aqueleu B. Amado, e de São Filipe, Luís Pires, para um briefing sobre a situação de emergência por que passa a ilha.

Afirma, na conversa com os jornalistas, que, “a situação é de elevada gravidade, uma vez que os danos são extensos e, para já, difíceis de calcular". Disse estar convicto de que todos os cabo-verdianos dentro e fora de Cabo Verde serão solidários com as populações afectadas pela erupção. Reiterou o seu apelo à comunidade internacional a ser solidária para com as vítimas desta tragédia e que “a hora é de ajudar as populações afectadas e encontrar soluções imediatas , mas também para o médio e longo prazos, para que, juntos, possamos contribuir e vencer esta adversidade que caiu sobre as populações da ilha do Fogo”.

Terminou dizendo que "o importante, neste momento, é encontrar as soluções imediatas, que as pessoas têm de estar acolhidas, de se alimentarem, de se vestirem. Há o problema das crianças, das escolas e de como reagir face ao evoluir da situação em cada momento. Também temos de ter elementos para ponderarmos o médio o longo prazos e, para isso, temos de ter a opinião dos políticos, técnicos e cientistas e igualmente a sensibilidade das pessoas afectadas e da comunidade".

O Chefe de Estado começará a sua visita, na manhã de 04 de Dezembro, pela localidade mais afectada, Chã das Caldeiras, depois seguirá para o Centro de Achada Furna e Monte-Grande, terá encontros com as forças vivas de Chã das Caldeiras. O programa de visita continuará nos dias seguintes, com visita às localidades limítrofes, os centros de acolhimentos, bem como encontros com as populações.