Falando aos jornalistas, à margem das comemorações do 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais, no memorial Amílcar Cabral, e instado a comentar a situação na Guiné-Bissau, o Presidente da República, José Maria Neves, manifestou preocupação e tristeza face à situação política na Guiné-Bissau, defendendo uma saída negociada para a crise e reiterando que a instabilidade não pode ser resolvida por vias não democráticas.
O Chefe de Estado sublinhou que “os golpes nunca resolvem os problemas”, apelando à criação de canais de participação inclusivos, capazes de envolver todos os atores políticos e sociais na construção de soluções duradouras para o país vizinho e irmão.
Num apelo firme, feito simbolicamente no dia 20 de janeiro, data evocativa do legado de Amílcar Cabral, o Presidente da República defendeu a libertação imediata de todos os presos políticos, com destaque para Domingos Simões Pereira, líder da oposição, que, segundo referiu, permanece detido sem culpa formada.
José Maria Neves considerou essencial a criação de um ambiente de diálogo, entendimento e reconciliação, que permita uma transição política pacífica, o reforço da democracia e a consolidação de um Estado de direito na Guiné-Bissau.
O Presidente destacou ainda que qualquer solução para a crise deve responder às aspirações dos jovens guineenses, particularmente da Geração Z, que exige governança justa, transparência, participação e oportunidades, valores que considera centrais para a estabilidade e o desenvolvimento do país.
Questionado ainda sobre a sua disponibilidade para as próximas Eleições Presidenciais, José Maria Neves sublinhou não ser ainda o momento para falar das eleições, sendo que “ainda há muito caminho pela frente…”.
Entretanto, o Mais Alto Magistrado da Nação reforçou o apelo “para um debate elevado, a participação de todos, para que todos se recenseiem e participem ativamente nos processos eleitorais”.

