O Presidente da República, José Maria Neves, foi, esta quarta-feira, oficialmente informado da sua nomeação como Patrono do Fundo Africano do Património Mundial (AWHF) para o período 2025-2029, durante a audiência realizada com o Diretor Executivo da instituição, Dr. Albino Jopela. O Chefe de Estado recebeu, na ocasião, a carta formal do Conselho de Governadores, assinada pelo seu Presidente, Vusithemba Ndima, que confirma a decisão unânime tomada em dezembro de 2024.
A comunicação oficial sublinha que esta nomeação constitui um reconhecimento pelo “papel inestimável e contínuo” que José Maria Neves desempenha enquanto Champion da União Africana para a Preservação do Património Cultural e Natural de África, destacando que a sua liderança tem tido “uma influência profunda na formulação e implementação de vários processos e iniciativas relacionadas com o património africano”. A carta realça ainda a sua dedicação à proteção de ecossistemas frágeis, à salvaguarda de sítios históricos, à restituição de artefactos culturais e à sensibilização para o impacto das alterações climáticas sobre o património do continente, reconhecendo o Chefe de Estado cabo-verdiano como uma “voz forte na defesa do património africano no cenário internacional”.
Durante o encontro, o Presidente recebeu igualmente a avaliação preliminar do Atelier Técnico relativa à candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial da UNESCO, documento que reforça a relevância histórica e simbólica do sítio enquanto espaço de memória da luta e resistência no continente. A reunião serviu também para preparar o side event que o Chefe de Estado irá promover em fevereiro de 2026, à margem da Cimeira da União Africana, reunindo líderes africanos e representantes da UNESCO numa nova ação de sensibilização destinada a reforçar o apoio político à candidatura.
A nomeação para Patrono do AWHF reforça a projeção de Cabo Verde no panorama patrimonial africano e consolida o papel do Presidente da República como uma das figuras mais influentes na promoção do património cultural e natural enquanto elementos essenciais da identidade, da memória histórica e do desenvolvimento sustentável do continente.



