O Presidente da República, José Maria Neves, afirmou, na abertura do Encontro Internacional sobre a Crioulidade Atlântica, que a Crioulidade deve ser entendida simultaneamente como memória e projeto de futuro, propondo-a como caminho para o diálogo entre povos, a construção da paz e a promoção de um mundo mais justo e humano, ao mesmo tempo que defendeu a valorização das línguas crioulas como património vivo, portador de identidade, conhecimento e diversidade, essencial para compreender o passado e projetar novas formas de convivência no contexto global contemporâneo.
Na sua intervenção, o Chefe de Estado destacou que o Encontro constitui um “reencontro” entre povos, culturas e diásporas ligados por uma história comum no espaço atlântico, sublinhando a capacidade da Crioulidade de transformar adversidades em formas de convivência, criação cultural e pertença coletiva.
Num mundo marcado por crises e incertezas, apelou à promoção de valores como o diálogo, a paz, a tolerância e a cooperação, apontando a Crioulidade como referência para a construção de um futuro mais humano e inclusivo.
O Presidente destacou também o papel central das línguas crioulas, enquanto património vivo que encerra memórias, saberes e formas singulares de ver o mundo, defendendo a sua valorização e transmissão às novas gerações como condição para preservar a diversidade da experiência humana.
José Maria Neves reafirmou ainda o contributo de Cabo Verde como espaço simbólico desta experiência atlântica, comprometido com a promoção da memória, da diversidade cultural e do diálogo entre povos.
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