A Presidente da República Interina, Janira Hopffer Almada, lançou um repto esta tarde, na cidade da Praia, durante o encerramento do XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, às Nações Unidas para que o português seja adotado como língua oficial da organização, valorizando o peso e a força da língua de Camões no mundo.
Hopffer Almada recorda que o português é falado por mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes, sendo a língua mais utilizada no hemisfério sul, devendo por isso ocupar o lugar que lhe corresponde no sistema multilateral, como instrumento de diálogo, cultura e cooperação internacional.
Nisto, a Presidente Interina sublinhou ainda o papel decisivo da língua portuguesa nas lutas de libertação e unificação das ex-colónias, como Angola e Moçambique, ou na resistência dos timorenses à ocupação indonésia.
No caso de Cabo Verde, destacou que a defesa do português é inseparável da valorização da identidade cabo-verdiana e da Crioulidade Atlântica. E acrescentou: “a língua portuguesa foi a língua da nossa independência a língua com que proclamámos a liberdade e nos afirmámos no mundo”, convivendo com o crioulo como expressão da dupla identidade nacional.
Em jeito de homenagem, Hopffer Almada evocou Amílcar Cabral, uma das figuras maiores da luta pela liberdade e pela dignidade dos povos africanos, cuja visão permanece atual.
Cabral, reflete a Presidente da República Interina, reconheceu que o português era “uma das melhores acoisas que os portugueses nos deixaram”, sublinhando a importância da língua como herança transformada em instrumento de emancipação.
Confira o discurso na íntegra, no vídeo e na versão escrita, no link a seguir:



