II Fórum de Investimento da África Lusófona
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Ao encerrarmos este II Fórum de Investimento da África Lusófona, dirijo à Corporação Financeira Internacional, ao Grupo Banco Mundial e a todos os participantes o nosso reconhecimento pelo empenho dedicado a esta iniciativa. A sua realização testemunha a confiança no potencial da África Lusófona e na capacidade do investimento para impulsionar o desenvolvimento sustentável e gerar prosperidade nos países africanos de língua portuguesa.
Depois da edição inaugural, realizada nesta ilha no ano passado, este segundo encontro convoca-nos a dar continuidade ao caminho iniciado, conferindo às oportunidades identificadas um horizonte concreto de realização.
O desenvolvimento que ambicionamos exige decisões à altura do potencial dos nossos países e parcerias capazes de lhes dar consequência. É nessa capacidade de agir em conjunto que a confiança aqui reunida se poderá converter em progresso duradouro.
Os corredores, o agronegócio e o turismo sustentável convocam uma visão integrada do desenvolvimento. As infraestruturas ganham valor quando ligam a produção aos mercados; a atividade turística aprofunda o seu contributo quando incorpora fornecedores locais; e o financiamento cumpre a sua função quando permite concretizar projetos viáveis e geradores de oportunidades.
A condição costeira dos nossos países e a sua inserção nos espaços atlântico e índico oferecem oportunidades para o comércio, a logística e a economia azul. Concretizá-las exige superar constrangimentos de infraestrutura e conectividade e articular mercados para ganhar escala. É neste domínio que a cooperação Sul-Sul pode dar expressão às nossas complementaridades, mobilizando recursos e competências para projetos de interesse comum.
Em Cabo Verde, o djunta mon exprime essa capacidade de unir vontades e esforços em torno de um propósito comum. Transportado para a cooperação económica, significa construir parcerias em que se partilhem responsabilidades e se reconheçam benefícios recíprocos.
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
A etapa seguinte exige método e perseverança.
As oportunidades identificadas precisam de interlocutores definidos e de um percurso de concretização. Os projetos carecem de preparação técnica, enquadramento institucional e instrumentos financeiros ajustados à sua dimensão e maturidade.
Às instituições públicas cabe assegurar previsibilidade, transparência e capacidade de decisão. Às instituições financeiras de desenvolvimento, mobilizar assistência técnica e mecanismos de partilha de riscos que viabilizem investimentos com impacto duradouro. Aos empresários e investidores, dar seguimento às relações estabelecidas, com compromisso e visão de longo prazo.
Nesse esforço, importa preservar uma exigência central: que o investimento fortaleça as economias que o acolhem, qualificando trabalhadores, integrando empresas locais e alargando a participação das mulheres e dos jovens na criação de riqueza.
A credibilidade deste Fórum consolidar-se-á no acompanhamento que soubermos assegurar. Na próxima edição, deveremos poder reconhecer projetos que avançaram, obstáculos que foram superados e oportunidades que se converteram em emprego e rendimento.
A África Lusófona dispõe de recursos, talento e vínculos de cooperação que nos permitem ambicionar mais. Cabe-nos conferir consequência a essa ambição, com instituições competentes e parcerias que resistam à incerteza.
Auguro que a confiança aqui reunida encontre expressão no investimento realizado e que o seu valor se reconheça no progresso dos nossos povos.
E assim, declaro encerrado o II Fórum de Investimento da África Lusófona.

