Declaração da Praia consagra culturas crioulas como património vivo da Humanidade e abre caminho para novas formas de cooperação atlântica.

Cai o pano sobre o primeiro Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica, realizado na Cidade da Praia entre 28 e 30 de maio, que se afirmou como um marco histórico de diálogo, diversidade e cooperação cultural. Durante três dias, académicos, dirigentes, representantes de organizações internacionais e membros da diáspora reuniram-se para refletir sobre a Crioulidade como projeto de humanidade. O sucesso desta primeira edição culminou com a aprovação da Declaração da Praia, apresentada pelo Comité Científico, que consagra as culturas crioulas como património vivo da Humanidade e abre caminho para novas formas de cooperação atlântica.

O documento sublinha a importância de Cabo Verde e da Cidade Velha, Património Mundial da UNESCO, como símbolos da memória atlântica e propõe a criação de um Fórum Permanente da Crioulidade Atlântica, destinado a promover o intercâmbio académico, cultural e institucional. A Declaração rejeita ideologias de exclusão, pureza racial e xenofobia, afirmando a diversidade cultural como motor de paz e convivência global.

Entre os compromissos assumidos destacam-se o reforço da investigação científica, a educação intercultural, a preservação do património material e imaterial, bem como a valorização da juventude e das línguas crioulas na transmissão e renovação do legado cultural. Cabo Verde reafirma ainda a sua disponibilidade para acolher a segunda edição do Encontro em 2028, consolidando o país como espaço de encontro e referência internacional da Crioulidade Atlântica.

Confira o documento, na íntegra, nas versões portuguesa, inglesa e francesa e/ou baixe-as em PDF no link, a seguir: https://drive.google.com/file/d/1-vSnHrJJUkR0wXQD_w0R0Q7SUZxLndxI/view?usp=drive_link