“Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”

23–24 julho 2026

Sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República de Cabo Verde,Patrono da Aliança da Década do Oceano

LIDERANÇA INSTITUCIONAL

Mensagem do Patrono

A V.ª Conferência da Década do Oceano marca mais um passo na afirmação de Cabo Verde como voz ativa, responsável e mobilizadora na agenda global do Oceano. No quadro da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, reiteramos o nosso compromisso em promover conhecimento, inovação, governação inclusiva e soluções que coloquem o Oceano no centro do desenvolvimento sustentável.

Este ano, a Ilha da Boa Vista acolhe o encontro, trazendo a força simbólica de um território onde o mar e a terra se entrelaçam numa convivência frágil e preciosa. Com o lema ‘Economia Azul: Caminhos Sustentáveis’, esta edição desafia-nos a repensar modelos, reforçar parcerias e acelerar respostas que garantam a resiliência ecológica, social e económica das nossas comunidades.

Convido investigadores, académicos, estudantes, decisores políticos, organizações da sociedade civil, empresários, comunidades costeiras e jovens líderes a juntarem-se a nós. É juntos — unindo saberes, experiências e compromissos — que construiremos um futuro em que o Oceano continue a ser vida, identidade e oportunidade para Cabo Verde e para o mundo.


Patrono da Década

Sua Excelência o Presidente da República

O Fórum

Sobre a V.ª Conferência

A V.ª Conferência realiza-se a 23 e 24 de julho de 2026, na Ilha da Boa Vista, sob o lema ‘Economia Azul: Caminhos Sustentáveis’. Insere-se na estratégia da Presidência em consolidar Cabo Verde como plataforma internacional de reflexão, diálogo e produção de conhecimento no âmbito da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica.

Depois das edições em Santiago, São Vicente, Sal e Fogo, esta conferência reforça a ciência oceânica como base para políticas públicas, acelera o desenvolvimento da Economia Azul, fortalece a cooperação internacional e mobiliza comunidades, juventude, investigadores e parceiros globais.

A Boa Vista, pela sua biodiversidade e ecossistemas sensíveis, oferece o palco ideal para um debate que equilibra desenvolvimento, conservação e resiliência.

Localização

A Ilha da Boa Vista – Palco da Conferência

A Boa Vista, a ilha mais oriental de Cabo Verde, é um cenário de dunas douradas, praias infinitas e um mar rico em biodiversidade. Como laboratório natural da conservação marinha, a ilha abriga áreas protegidas vitais.

Dunas de Areia

Praias Infinitas

Vida Marinha

Vila Piscatória

Participação

Submissão de Trabalhos e Inscrições

Convidamos investigadores, estudantes, ONGs, decisores políticos e o setor privado a submeterem seus trabalhos e contribuírem para o avanço da ciência oceânica em Cabo Verde.

Formatos de Participação

Comunicação Oral, Póster, Side Events, Pré Eventos.

Documentação

Guia de Submissão (PDF)

Datas Importantes (2026)

Abertura de Submissões
24 fevereiro
Early Bird Registration
31 março
Deadline Final
30 abril
Notificação de Aceitação
Maio (até 4 semanas)
Estrutura Científica

Eixos Temáticos da Conferência (2026)

Temáticas Transversais

Liderança feminina para uma economia azul inclusiva

O mar é um dos recursos mais valiosos do planeta, desempenhando um papel central no suporte da vida, na regulação climática e na provisão de alimentos. Em Cabo Verde, este recurso constitui uma oportunidade estratégica para impulsionar o desenvolvimento económico e social, exigindo uma abordagem de Economia Azul inclusiva que integre conservação ambiental, resiliência climática e equidade de género.
Alinhado com a Década do Oceano e os ODS, esta temática transversal aos eixos temáticos da V conferência destaca, a necessidade de operacionalizar instrumentos nacionais como o PNIG, NDC, NAP e PEDS II, assegurando que a integração da dimensão de género nas políticas do mar se traduza em benefícios concretos. A consolidação de mecanismos de implementação, com indicadores e acesso equitativo a oportunidades, emerge como condição para uma governação oceânica mais justa e eficaz.

Historicamente, mulheres têm desempenhado papéis fundamentais nas comunidades costeiras, muitas vezes intrinsecamente ligados à pesca artesanal, transformação de produtos marinhos e apoio à economia local. Hoje, esse cenário está a inverter-se de forma decisiva: mulheres emergem como cineastas que contam o oceano ao mundo, mergulhadoras e conservacionistas que exploram e protegem ecossistemas, surfistas que projetam Cabo Verde no mapa global e muitas outras posições e espaços de decisão antes improváveis.

O foco desloca-se da participação invisível para a valorização estratégica do papel das mulheres em toda a cadeia de valor da economia azul, a começar pelas que investem em 70% da força de trabalho global no pós-captura, às quais se juntam as mais recentes agentes de decisão, inovação e transformação.

Os protagonistas desta temática transversal refletem essa mudança de escala: mulheres das comunidades costeiras que evoluem para líderes, associações locais e organizações de desporto feminino que se tornam plataformas de impacto, autoridades públicas que integram género nas políticas e parceiros internacionais que amplificam soluções. As várias iniciativas que emergem em Cabo Verde e não só, demonstram que a liderança feminina já não é exceção — é uma força organizada que impulsiona literacia climática, empreendedorismo e gestão sustentável dos recursos marinhos.

Convida-se à submissão de propostas que acelerem esta transformação, integrando igualdade de género como motor de desempenho da economia azul. Serão valorizadas soluções que combinem financiamento inclusivo, co-gestão de recursos, capacitação e revisão de instrumentos legais. O objetivo é claro: sair do plano estratégico para a ação concreta, promovendo justiça social, resiliência costeira e um novo padrão de desenvolvimento onde as mulheres lideram, inovam e sustentam o futuro do oceano.

Caminhos para um Futuro Sustentável

A Economia Azul representa um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, como Cabo Verde, integrando setores como pescas, aquacultura, energias renováveis marinhas, biotecnologia e turismo costeiro. Neste contexto, a juventude assume um papel determinante para assegurar inovação, dinamismo económico e resiliência das comunidades costeiras, posicionando-se como força transformadora capaz de impulsionar a inovação e retenção de talentos na economia azul. É nesta convergência entre conhecimento, oportunidade e ação que se constroem caminhos para um futuro sustentável, onde jovens qualificados deixam de procurar saídas e passam a liderar soluções, criar valor e redefinir o papel do oceano como motor de prosperidade, competitividade e impacto duradouro.

Alinhado com a Década do Oceano e os ODS, esta temática transversal aos eixos temáticos da V conferência destaca a necessidade de fortalecer a ligação entre formação, emprego e empreendedorismo azul. A capacidade de atrair, formar e reter jovens talentos qualificados emerge como condição crítica para transformar conhecimento em soluções aplicadas, respondendo aos desafios estruturais do setor.

O foco incide na promoção da inovação, do empreendedorismo e da capacitação técnica, através da articulação entre academia, setor privado, start-ups, comunidades locais e políticas públicas. Inclui o desenvolvimento de competências digitais e científicas, a criação de ecossistemas de inovação e a construção de trajetórias profissionais que incentivem a permanência de jovens no setor marítimo.

Os protagonistas desta temática transversal incluem jovens profissionais, estudantes, centros de investigação, empresas, incubadoras, associações juvenis, escolas, autoridades públicas e parceiros internacionais. A promoção de políticas inclusivas, com enfoque na equidade de género e inclusão social, é essencial para garantir acesso a oportunidades e reforçar a diversidade no setor.

Convida-se à submissão de propostas que explorem soluções para a retenção de talentos, o desenvolvimento de start-ups e a integração da juventude na economia azul incluindo a literacia oceânica. Pretende-se identificar mecanismos que promovam inovação, inclusão e empregabilidade, posicionando a juventude como protagonista na construção de um futuro sustentável e resiliente.

A Alma de Cabo Verde na Economia Azul

A dimensão histórica e cultural dos oceanos constitui um património identitário dos povos, passível de conversão em ativo económico através de uma exploração sustentável. Em Cabo Verde, a história do arquipélago está profundamente ligada ao mar, refletindo-se na música, literatura, culinária e símbolos nacionais, bem como no seu papel estratégico nas rotas de navegação desde o século XV.

Alinhado com a Década do Oceano e os ODS, esta temática transversal aos eixos temáticos da V conferência posiciona a cultura e identidade marítima como vetor de desenvolvimento, promovendo a valorização do património material e imaterial. Naufrágios, rotas marítimas, práticas de cabotagem e tradições associadas ao mar constituem recursos que, quando integrados em políticas públicas, reforçam a literacia oceânica e a sustentabilidade.

O foco incide na preservação e valorização do património marítimo, incluindo arqueologia subaquática, observação de cetáceos associada à história da baleação, turismo cultural e científico, e integração de saberes locais e intergeracionais. Estas abordagens permitem gerar valor económico, promover educação ambiental e fortalecer a identidade das comunidades costeiras.

Os protagonistas de maior destaque para esta temática transversal incluem investigadores, instituições culturais, artistas, operadores turísticos, autoridades públicas e parceiros internacionais, bem como entidades-chave do setor cultural em Cabo Verde, como o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, o Instituto do Património Cultural (IPC), o Instituto do Arquivo Nacional, museus nacionais e municipais, associações culturais e artísticas, escolas de música e artes, fundações culturais, produtores culturais independentes e redes de promoção da morna e de outras expressões tradicionais. A articulação entre cultura, ciência e economia é determinante para garantir que a valorização do património contribua para a conservação e para o desenvolvimento inclusivo.

Convida-se à submissão de propostas que explorem a integração do património cultural marítimo em estratégias de desenvolvimento sustentável. Pretende-se identificar soluções que reforcem a identidade, promovam o turismo responsável e assegurem que o legado histórico do mar se traduza em benefícios económicos, sociais e ambientais duradouros.

MarAzul

Jornadas do Oceano (Pré-Eventos)

A Semana Azul decorre de 16 a 22 de julho, preparando o terreno para a conferência com uma série de atividades comunitárias, educativas e de sensibilização ambiental.

Mar Azul

Corpo Técnico

Comissão Especializada

Conheça a comissão que tem partilhado conhecimento e preparado o caminho para a conferência através de artigos e debates.

Agenda

Programa (em construção)

O programa detalhado está sendo elaborado. A estrutura geral contará com plenárias, painéis temáticos, workshops e sessões com as comunidades locais, garantindo uma abordagem holística e inclusiva.

Disponível em breve
Parceiros Institucionais

Governação e Política Marítima Integrada

1.Quadro regulatório; 2. Planeamento espacial marítimo; 3. Segurança e vigilância marítima

Sendo Cabo Verde um Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS), caracterizado pela sua natureza arquipelágica e por uma vasta área marítima sob jurisdição, impõe-se a adoção de uma abordagem robusta, integrada e sustentável na governação do espaço marítimo. Neste contexto, a governação e a política marítima integrada assumem um papel estruturante na afirmação da soberania do Estado, na valorização dos recursos marinhos e no cumprimento dos compromissos internacionais.

Alinhado com a Década do Oceano e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, este eixo posiciona-se como um vetor central de articulação entre políticas públicas, cooperação internacional e instrumentos de implementação. A capacidade de regulamentar, planear, monitorizar e fiscalizar o espaço marítimo constitui um indicador fundamental da efetividade do Estado enquanto ator soberano, responsável e credível no sistema internacional.

O eixo estrutura-se em torno de três dimensões essenciais: o reforço do quadro regulatório, o desenvolvimento do Planeamento Espacial Marítimo e o fortalecimento da segurança e vigilância marítima. Inclui temas como a atualização dos instrumentos jurídicos face a novas pressões, a organização dos usos do espaço marítimo numa abordagem ecossistémica e a resposta a desafios como a pesca ilegal, o controlo do tráfego marítimo e a salvaguarda da vida humana no mar.

Os protagonistas deste eixo incluem decisores políticos, entidades reguladoras, forças de segurança , instituições científicas, organizações internacionais e atores económicos do setor azul, cuja articulação é determinante para uma governação eficaz. A reflexão integra ainda tensões emergentes entre exploração económica e preservação ambiental, bem como a implementação de áreas marinhas protegidas e a integração de saberes locais.

Convida-se à submissão de propostas que analisem políticas, modelos institucionais e soluções operacionais de governação marítima integrada. Pretende-se contribuir para a identificação de respostas que reforcem a soberania, a segurança e a sustentabilidade do oceano, consolidando uma economia azul resiliente, inclusiva e orientada para a implementação.

Pescas Sustentáveis e Aquacultura

1.Modernização da pesca artesanal; 2. Cadeias de valor e inovação; 3. Gestão de recursos e combate à pesca ilegal

 

No contexto global, o setor das pescas enfrenta desafios estruturais cada vez mais complexos, com cerca de um terço dos stocks sobre-explorados devido à sobrepesca, às alterações climáticas e à degradação dos ecossistemas. Para um Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento como Cabo Verde, este cenário coloca simultaneamente um risco e uma oportunidade, exigindo uma transição para modelos de exploração mais sustentáveis e resilientes, alinhados com o ODS 14 e a Década do Oceano.

Este eixo posiciona-se como um instrumento de operacionalização dessa transição, articulando conservação, valorização económica e inclusão social. Sustentado por referenciais internacionais como o Código de Conduta para a Pesca Responsável da FAO, promove uma gestão baseada em evidência científica, o combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, e o desenvolvimento sustentável da aquacultura como alternativa estratégica.

O foco incide na modernização da pesca artesanal, no reforço das cadeias de valor e na gestão eficiente dos recursos. Inclui a incorporação de tecnologias, a melhoria da segurança e do acesso a financiamento, a valorização do produto local e a inovação ao longo da cadeia, bem como o desenvolvimento da aquacultura para reduzir a pressão sobre os recursos naturais e diversificar a produção.

Os protagonistas deste eixo incluem pescadores e aquicultores, comunidades costeiras, autoridades públicas, instituições científicas, organizações internacionais e operadores privados. A sua articulação é determinante para uma governação mais colaborativa, que assegure direitos de acesso justos, promova acordos equilibrados e integre o conhecimento local nos processos de decisão.

Convida-se à submissão de propostas que abordem soluções para a modernização do setor, a valorização económica dos recursos e o reforço da governação e da investigação científica. Pretende-se identificar respostas concretas que acelerem a transição para pescas sustentáveis e aquacultura resiliente, reforçando a segurança alimentar, a competitividade e o papel da economia azul no desenvolvimento sustentável.

 

Turismo Azul e Economia Costeira

1.Diversificação de produtos turísticos; 2. Turismo comunitário e conservação; Desportos náuticos e aquáticos; 3. Certificação ambiental

 

Cabo Verde é, pela sua geografia e história, uma nação profundamente ligada ao oceano, onde o mar constitui o principal recurso estratégico. Em 2023, a economia do mar representou 20,1% do PIB, com destaque para o turismo costeiro e marítimo como pilar da economia azul.

Esta centralidade coexiste com vulnerabilidades. O turismo, responsável por cerca de 25% do PIB e mais de um milhão de visitantes, permanece concentrado no modelo sol-e-praia nas ilhas do Sal e da Boa Vista, aumentando a dependência externa e a pressão sobre ecossistemas frágeis. Num contexto de alterações climáticas, a diversificação torna-se condição de resiliência. O turismo azul surge, assim, como oportunidade para valorizar de forma sustentável os recursos naturais e culturais. Atividades como mergulho, observação de cetáceos, turismo gastronómico, geoturismo, bem-estar e desportos náuticos permitem reduzir a sazonalidade e gerar novas oportunidades económicas.

A inclusão das comunidades costeiras é central. O turismo comunitário, com participação ativa das populações locais, reforça a conservação e melhora condições socioeconómicas. Nas comunidades piscatórias, o papel das mulheres assume particular relevância, contribuindo para a geração de valor local, articulado com instrumentos como a co-gestão de áreas marinhas protegidas.

As partes mais interessadas, e certamente, as que têm muito a partilhar neste eixo, incluem operadores turísticos, comunidades locais, autoridades públicas, investidores, instituições de formação e parceiros internacionais, cuja articulação é determinante para uma abordagem integrada. A certificação ambiental, a capacitação profissional, a digitalização e o acesso a financiamento azul assumem-se como fatores críticos para garantir qualidade, sustentabilidade e posicionamento competitivo no mercado global.

Convida-se à submissão de propostas que explorem soluções para a diversificação do turismo costeiro, a valorização das economias locais e a integração de práticas sustentáveis. Pretende-se identificar caminhos que reforcem a resiliência, promovam a inclusão e mobilizem investimento, contribuindo para a consolidação de uma economia azul mais equilibrada, inovadora e orientada para a implementação

Ciência, Inovação e Tecnologia

1.Observação do oceano; 2. Digitalização das atividades marítimas; 3. Start-ups e biotecnologia marinha

 

A economia azul contemporânea assenta, de forma crescente, no conhecimento, na inovação e na tecnologia como determinantes da sustentabilidade e competitividade. Para Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, como Cabo Verde, a capacidade de observar, compreender e antecipar dinâmicas oceânicas constitui uma oportunidade estratégica, posicionando a ciência como base da decisão pública e da criação de valor.

Alinhado com a Década do Oceano e os ODS, este eixo reforça a necessidade de uma ciência transformadora, acessível e orientada para soluções. Instrumentos como o PEDS II, a Estratégia Nacional de Investigação do Mar e a participação em iniciativas como o BBNJ consolidam a integração do país em redes internacionais e promovem decisões baseadas em evidência científica.

O foco incide na observação do oceano, na digitalização das atividades marítimas e no desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Infraestruturas como o Observatório Oceânico de Cabo Verde, associadas a tecnologias digitais, permitem gerar dados em tempo real, melhorar a gestão dos recursos, reforçar a fiscalização e aumentar a eficiência das cadeias produtivas.

Os intervenientes nesta dimensão instituições científicas, start-ups, setor privado, decisores públicos e parceiros internacionais. A biotecnologia marinha, os serviços baseados em dados e o empreendedorismo azul emergem como vetores de diversificação económica, exigindo articulação entre investigação, financiamento e mercado.

Convida-se à submissão de propostas que explorem soluções baseadas em ciência e tecnologia, promovam inovação aplicada e reforcem a capacitação. Pretende-se mobilizar conhecimento em ação, contribuindo para uma economia azul mais inteligente, inclusiva e orientada para a implementação.

Energia Azul e Soluções Climáticas

1.Energias renováveis marinhas; 2. Proteção de ecossistemas costeiros; 3. Adaptação climática e resiliência

 

À medida que os oceanos se tornam centrais na dinâmica das alterações climáticas, cresce a urgência de soluções que integrem mitigação, adaptação e desenvolvimento sustentável, sobretudo em Pequenos Estados Insulares. Cabo Verde, com uma vasta Zona Económica Exclusiva, enfrenta riscos críticos — subida do nível do mar, erosão e eventos extremos — mas dispõe de condições para posicionar o oceano como ativo climático e económico.

Alinhado com a Década do Oceano e os ODS, este eixo aborda a energia azul e as soluções climáticas baseadas no oceano como vetores estratégicos. O aproveitamento de ondas, marés e gradientes térmicos permite reduzir emissões, diversificar a matriz energética e reforçar a segurança energética, com impacto direto na economia costeira.

O foco inclui a proteção e restauração de ecossistemas costeiros, enquanto infraestruturas naturais de adaptação, e a integração de sistemas de monitorização, planeamento territorial e mecanismos de financiamento climático. Estas abordagens reforçam a resiliência ecológica e socioeconómica e ao mesmo tempo, que geram valor económico.

As partes interessadas nestes domínios abrangem autoridades públicas, centros de investigação, comunidades costeiras, setor privado e parceiros internacionais. A articulação entre ciência, investimento e governação é determinante para transformar risco climático em oportunidade estruturada de desenvolvimento.

Convida-se à submissão de propostas que explorem soluções inovadoras em energia azul, adaptação costeira e financiamento climático. Pretende-se mobilizar conhecimento aplicado e parcerias estratégicas, contribuindo para uma economia azul resiliente, inclusiva e orientada para a implementação.

Financiamento Azul e Parcerias

1.Mecanismos de financiamento climático;
2. Parcerias público-privadas;
3. Economia circular e empreendedorismo

 

 No contexto da V Conferência sobre a Década do Oceano, o eixo Financiamento Azul e Parcerias Estratégicas afirma-se como dimensão crítica para transformar ambição em implementação, articulando financiamento climático, parcerias público-privadas e economia circular. Em Cabo Verde, onde os constrangimentos financeiros coexistem com elevado potencial oceânico, a capacidade de mobilizar recursos torna-se determinante para viabilizar a economia azul.

Alinhado com os ODS e a Década do Oceano, o eixo incide sobre instrumentos financeiros que permitam apoiar infraestruturas resilientes, conservação marinha e inovação local. Incluem-se mecanismos como fundos climáticos, blended finance, obrigações verdes e azuis, instrumentos concessionais e soluções de partilha de risco, com o objetivo de reduzir a distância entre intenção política e execução prática.

As parcerias público-privadas emergem como vetor de escala e eficiência, promovendo a articulação entre Estado, municípios, setor privado, universidades, sociedade civil e parceiros internacionais. A experiência recente em Cabo Verde, incluindo iniciativas apoiadas por organismos multilaterais, evidencia o papel destas parcerias na diversificação económica, no reforço das PME e na inclusão de negócios liderados por mulheres.

A economia circular e o empreendedorismo azul assumem-se como motores de transformação produtiva, especialmente em contextos insulares. A valorização de resíduos, a eco-inovação e o desenvolvimento de start-ups e negócios comunitários contribuem para modelos mais eficientes, resilientes e territorialmente enraizados, com impacto direto na geração de emprego e valor local.

As partes interessadas neste eixo incluem autoridades públicas, instituições financeiras, bancos multilaterais, setor privado, municípios, universidades, organizações da sociedade civil e parceiros internacionais. A articulação entre financiamento, governação e implementação territorial é determinante para reduzir risco, mobilizar capital e transformar projetos da economia azul em investimentos viáveis, sustentáveis e com impacto real.

Convida-se à submissão de propostas que explorem soluções financeiras, modelos de governação e experiências aplicadas capazes de operacionalizar uma economia azul sustentável e inclusiva. Serão valorizadas abordagens que integrem juventude, género e ligação às comunidades, promovendo respostas concretas para financiar e implementar a transformação do setor.