Crise mundial, secas prolongadas e “informalidade preocupam CCB

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O impacto nas empresas da crise mundial, na sequência da guerra na Ucrania, e das sucessivas secas no país foi uma das preocupações levadas ao Presidente da República pela Câmara de Comercial de Barlavento, assim como o crescente aumento do mercado informal.
 
O Presidente da organização apresenta o aumento dos preços dos combustíveis e de cereais como um agravante que poderá trazer grandes dificuldades ao pais, que importa grande parte do que consome. Neste quadro, Jorge Maurício propoe adopção de mecanismos de compensação dos precos dos combustíveis.
 
Preocupa tambem a Câmara de Barlavento a tendencia para o aumento da informalidade no sector empresarial. “Falámos também um bocadinho da informalidade que tendencialmente está a crescer em Cabo Verde e que não é nada bom, porque quanto menos empresas e agentes económicos pagarem impostos, mais os outros terão de pagar”, afiançou.
 
Jorge Maurício pediu, por isso, uma nova abordagem para um “ambiente de negócio mais fácil, mais justo”.

Conforme a mesma fonte, muitos agentes económicos estão a seguir a via informal porque os preços e os impostos “não são justos” e “se não há justiça fiscal, há a tendência de fuga, que não é benéfico”.

O presidente da CCB disse ter partilhado também com José Maria Neves a questão do sistema bancário que deve ser um “agente promotor” da transformação da economia e da retoma da actividade económica e “amortecedor de situações difíceis como agora”.

Inquietações essas que, segundo a mesma fonte, foram bem acolhidas pelo Presidente, que percebe a linguagem por ter sido antigo primeiro-ministro e que poderá, “independentemente de ser da mesma cor política do Governo, a usar a sua influenciação para reunir todos os agentes”. 

Mauricio também quer um sistema bancário promotor da retoma económicae amortecedor dos impactos da crise.

De outro modo, Jorge Maurício disse estar satisfeito por poder partilhar as preocupações como o chefe de Estado, no Palácio do Povo, no Mindelo, que agora com a proximidade e a funcionar mensalmente poderá facilitar o diálogo.

A iniciativa “Presidência na ilha” foi concretizada em São Vicente desde a última terça-feira até esta segunda-feira, com José Maria Neves a ter várias audiências, entregas de cartas credenciais de embaixadores não residentes e ainda visita do Presidente de Angola, João Lourenço.