VIII edição da Semana da República – 13 a 20 de Janeiro de 2018 sob o lema: a História como alicerce da identidade, a Democracia como realização do futuro

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Não será possível participar na construção do futuro de forma adequada, se não existir uma identidade bem estruturada que, para além dos elementos resultantes de fatores ambientais imediatos como os de ordem geográfica ou cultural, não tenha no conhecimento dos aspetos mais relevantes da história coletiva um dos seus elementos essenciais.

É esse conhecimento que permitirá compreender a trajetória de um povo, enquanto parte do percurso da humanidade, identificar os seus aspetos mais relevantes e os menos conseguidos e utilizá-los na definição de caminhos mais consentâneos com as aspirações coletivas.

Na atualidade, quando em diversas áreas os desafios se apresentam com dimensão homérica que fazem perigar a sobrevivência no planeta, através de importantes desequilíbrios climáticos e ambientais que ameaçam a biodiversidade e, simultaneamente, colocam em risco formas de organização e de solidariedade social, com destaque para a democracia, torna-se imperiosa uma reflexão que ajude a aprender essa realidade, como passo primeiro para a sua alteração.

A perspetiva histórica ajuda-nos a compreender e atingir o verdadeiro significado de determinados problemas de hoje e a participar, de forma consciente, no enfrentamento de desafios que nos apoquentam e na construção de sociedades com melhores condições para lidar com os mesmos.

Esse exercício assume importância decisiva quando atentamos para a circunstância de uma das características da instável realidade de hoje, ser, exatamente, a promoção do individualismo isolacionista, num mundo onde, paradoxalmente, as possibilidades de comunicação se revelam quase infinitas.

Se esta realidade contem elementos de muita incerteza para o comum dos cidadãos, não é menos verdade que, para a Juventude, ela se revela, particularmente, complexa e, até certo ponto, ameaçadora, fundamentalmente, quando as suas referências não são muito claras.

Assim, a Semana da República, com o objetivo de celebrar marcos importantes da nossa história e de contribuir para uma participação cada vez mais consciente dos cidadãos na construção do nosso devir, deve erigir-se em ponte entre esses marcos e espaço de reflexão relativamente aos desafios da atualidade.

Para dar corpo a essas preocupações, propomos programa anexo: