23|ABRIL|2018 – Mensagem de o Presidente da República, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, alusiva…

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23|ABRIL|2018 – Mensagem de S.E. o Presidente da República, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, alusiva ao Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

A celebração da palavra, livre e impressa, é o mote para Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, neste dia 23 de Abril, decretado pelas Nações Unidas, através da UNESCO – organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Um dia para lembrar a importância deste objecto, cada vez mais objecto-culto, que desde a nossa tenra infância circula pelas nossas mãos. O livro, que é uma janela aberta para a fantasia, para o sonho e o conhecimento, o nosso tapete voador, uma escada na nossa formação intelectual e como cidadãos. Celebrar o livro é celebrar a vida, pois que esta neles está contida; celebrar o livro é celebrar a memória, da qual todos somos feitos, e também um acto de amor e de paz, de partilha e cumplicidade para com a Humanidade.
Como em todas as culturas, os livros foram também muito importantes na formação da sociedade cabo-verdiana. Ao falarmos de livros estamos a falar dos nossos escritores, romancistas e poetas, que registaram os nossos passos pela História, interpretaram o nosso sentir e o nosso trajecto enquanto povo singular. Mas também dos professores, grandes responsáveis na alfabetização e formação intelectual das nossas gentes, das nossas elites. Por isso, em Cabo Verde, também celebramos hoje o Dia do Professor, numa justa homenagem a todas as mestres e mestres-escola deste nosso pequeno país e o seu inestimável contributo.
Finalmente, também é celebrado, hoje, o Dia dos Direitos de Autor, o reconhecimento igualmente importante do labor criativo de quem despendeu tempo e colocou o seu talento ao serviço da sua cultura, enriquecendo-a, e, por isso mesmo, vê reconhecida e consagrada pela sociedade essa sua esmerada contribuição. Num mundo cada vez mais digital e virtual, atravessado pelas redes sociais e complexas formas de comunicação, o livro impresso – maleável, com cheiro, rasurado – surge-nos, a cada dia que passa, como o repositório mais fiel da nossa condição humana e da nossa ligação a um mundo e estilo de vida alimentado por valores universais e intemporais.