PR: O percurso do cabo-verdiano é de “busca permanente da dignidade e igualdade”

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Este é o cerne da mensagem que o Presidente da República levou hoje aos alunos do 11º e 12º anos de escolaridade da Escola Secundária Abílio Duarte, no Palmarejo, Cidade da Praia. José Maria Neves reconstituiu o processo histórico da luta para a libertação nacional para uma plateia de 50 alunos. A atividade faz parte da programação da Semana da República, que prossegue até sábado, 22.

Após analisar toda a história de Cabo Verde, o Presidente da República não tem dúvidas de que o povo cabo-verdiano sempre lutou para ter dignidade e igualdade.

E há diversos exemplos: “desde os filhos da terra que inicialmente lutaram para que fossem tratados com dignidade; as várias revoltas, particularmente em Santiago, São Vicente e Santo Antão;  os chamados nativistas como Eugénio Tavares e Loff de Vasconcelos; a revolta de 1910, quando da Proclamação da República; o movimento Claridoso e, mais tarde, a geração de Cabral que decidiu lutar para romper definitivamente com o colonialismo e fascismo e conseguir a libertação do jugo colonial e, a partir daí, todo o trabalho que se fez para o desenvolvimento de Cabo Verde”, como afirmou Neves durante sua exposição.

Relativamente à história política contemporânea, o Presidente considera que ainda existem muitos dissensos e que “gradualmente temos de fazer um esforço para que possamos debater, nas escolas e em outros espaços sociais, e encontrar os consensos, fazer os depuramentos que são necessários, para que todos nós conheçamos, por inteiro, o nosso percurso histórico. Devemos evitar disputas estéreis e quezílias políticas em torno de datas simbólicas”, frisa.

A Escola Secundária Abílio Duarte foi o primeiro estabelecimento de ensino a receber uma visita do Presidente da República desde a tomada de posse. Não se trata de mera coincidência, tendo em conta que a atividade faz parte da Semana da República e porque o Presidente considera que “os adolescentes e as crianças estão muito interessadas em conhecer a história de Cabo Verde, contrariamente ao que imaginámos. Por isso, é preciso criar espaços para debatermos e trazer para a esfera pública a melhor discussão sobre esses momentos”, conclui o Chefe de Estado.