Encontro com Operadores Económicos de Santo Antão

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Encontro com Operadores Económicos de Santo Antão

O Presidente da República foi recebido, hoje, 03 de Outubro, nos Paços do Concelho do Município de Porto Novo pelos edis de Porto Novo, Aníbal Fonseca, de Paúl, António Aleixo e de Ribeira Grande, Orlando Delgado, para um encontro com os empresários e operadores económicos da Ilha.

Os agentes económicos da ilha enchiam a sala nobre da CM, num ambiente muito participado e entusiástico.
O Presidente da República enquadrou a sua visita e encontro com os operadores económicos como forma de tomar conhecimento da situação económica através do contacto directo com esses agentes de desenvolvimento.

Falou do desenvolvimento inclusivo e diversificado para debelar as assimetrias e desigualdades. Segundo o Presidente da República, o grande trunfo de CV é a coesão nacional. “Não temos problemas éticos, militares, somos um país africano, especial, aberto, tolerante, de muitas misturas de muitas permutas e de grande estabilidade”, disse o Presidente da República. “Somos um Estado de Direito consolidado, uma Democracia estável que lida bem com as diferenças, com as diversidade de opiniões”.
Santo Antão tem uma boa cultura democrática e institucional, as câmaras relacionam-se bem entre si, dialogam e preconizam um desenvolvimento inclusivo para toda a ilha, sublinhou o Presidente da República.

As questões ligadas à operadora Binter, o aeroporto no Porto Novo, a fiscalização da lei do grogue, o embargo aos produtos de Santo Antão devido à praga dos mil pés, o desencravamento de localidades, o ensino superior e a formação, regionalização, constituiram alguns assuntos abordados no encontro. O

Pretendem que haja uma transformação da agricultura em Santo Antão. Reclamam que é preciso criar um laboratório de controlo de qualidade de aguardente na Ilha. Vêm Santo Antão como um celeiro de Cabo Verde, que tem um nicho de mercado muito grande. Falaram da questão da qualidade do grogue que está a baixar a cada dia. Consideram inadmissível essa situação.

É preciso que haja maior competitividade a nível do turismo, (mas com o valor das viagens é muito difícil), receiam que Cabo Verde perca competitividade a nível mundial. Pedem a intervenção do Presidente da República na sensibilização contra o uso do plástico. Reclamaram a construção de um hospital em Santo Antão porque os centros de saúde não respondem às necessidades locais, nem ao turismo que está a expandir na ilha.

A questão de rádio transmissor em Santo Antão, do custo de energia (que é muito elevado), que dificulta o desenvolvimento e crescimento do negócio, a taxa de RTC aplicada nas facturas da Electra (por ano Santo Antão deve dar à RTC perto de 10 mil contos) sem que as pessoas possam ter acesso ao sinal, por exemplo em Martiene, Figueiral, Freguesia rural de Santo André, todo o interior de Porto Novo está sem sinal da Rádio e Televisão.

Pedem ao Presidente da República para defender o empresário Cabo-verdiano junto do governo por forma a reduzir os impostos sobre as empresas.
Pedem apoio do governo para desencravar a localidade de Alto Mira, bem como criar uma legislação sobre os preços dos produtos.
Consideram que o Sector privado em Santo Antão é muito frágil, porém a Ilha tem um produto de turismo muito diversificado.
Defenderam que o Aeroporto de Santo Antão não concorre com São Vicente.