“Temos de estar à altura das nossas responsabilidades, promovendo as liberdades, cuidando e defendendo a democracia, para nunca mais falarmos de campos de concentração”

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O Presidente da República lançou este repto ao dirigir-se aos Chefes de Estado de Portugal e da Guiné Bissau, representante do Chefe de Estado de Angola, antigos presos políticos, autoridades e entidades nacionais, corpo diplomático e a sociedade civil Cabo-verdiana que se juntam, hoje, numa homenagem conjunta aos antigos presos que há 50 anos foram aqui libertados do jugo colonial.

Destaca o Chefe de Estado, “o nosso objetivo deve ser o de preservação deste espaço de memória, pela sua elevada importância histórica e cultural, símbolo da resistência dos povos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal, ao fascismo e ao colonialismo”.

Depois de em 2006, o governo de Cabo Verde reconhecer este ex-Campo de Concentração como Património Nacional, agora, o desafio que todos nós subscrevemos, é o da sua elevação a Património da Humanidade, sublinha Neves.

“Estes homens, aqui e agora homenageados, felizmente, alguns ainda entre nós e presentes nesta cerimónia, deram o melhor de si, da sua juventude, para alcançarmos a liberdade e a independência. Temos uma dívida de gratidão para com estes jovens de há cinquenta anos! Que os de hoje se inspirem na vossa coragem, generosidade, espírito de sacrifício, compromisso com a justiça e dedicação às grandes causas”‘ ressaltou o Presidente .

O Presidente da República espera “que este momento nos sirva sobretudo para o futuro, para os próximos 50 anos”.

Confira o discurso, na Íntegra, no site da Presidência da República: