Dia Mundial de Zero Discriminação

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Foto: DepositPhotos

Hoje, 1 de março, as Nações Unidas assinalam a luta pela discriminação e este dia nos interpela a muitas reflexões.  Nesta altura a humanidade vive um período sombrio em que a intolerância atinge um dos seus pontos mais altos, provocando a deflagração de um conflito de consequências imprevisíveis e incalculáveis. Com a crise de refugiados – as vítimas inocentes desta guerra –, assistimos com revolta e tristeza a algumas situações discriminatórias em que umas pessoas tiveram mais dificuldades para abandonar o teatro de guerra devido à sua origem, cor ou raça.

Por outro lado, estes anos de pandemia da Covid-19 trouxeram-nos uma triste realidade que é o “Apartheid das vacinas” devido ao acesso e à distribuição muito desigual desses imunizantes.

São factos recentes que se juntam a tantos outros que ainda não conseguimos resolver. Para cumprirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente no que toca à eliminação da pobreza extrema, da fome, oferecer uma educação de qualidade, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030, temos que combater a discriminação e as desigualdades.

Infelizmente, e um pouco por todo o mundo, muitas pessoas são ainda discriminadas em função da idade, raça, etnia, religião, classe social, estado civil, deficiência, orientação sexual, identidade de género, ocupação, renda, etc. Convém realçar que está consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, sem estigmas ou discriminações.

O desafio de todos nós é trabalhar para reduzir ou eliminar as desigualdades e combater qualquer tipo de discriminação. Só assim estaremos a contribuir para um mundo melhor, com o respeito pelos direitos de todos.