PR: África tem que assumir definitivamente o seu destino

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O Presidente da República considera a Cimeira Extraordinária da União Africana e Conferência de Doadores, que juntou, hoje, dezenas de Chefes de Estado e de Governo em Malabo, um grande comprometimento de África com a ação Humanitária, num momento em que milhões de seus filhos sofrem por causa da violência, desastres naturais e migrações.

Para José Maria Neves, os cerca os 70 milhões de dólares mobilizados durante a sessão representam um bom começo, na procura de soluções para os desafios imediatos do continente.

“África tem que, definitivamente, assumir o seu próprio destino, quebrando as amarras e os limites ainda existentes”, sublinha o Chefe de Estado.

A Cimeira Humanitária da União Africana em Malabo terminou, esta noite, com um forte apelo do Presidente anfitrião: “para problemas africanos, soluções africanas”.

Teodoro Obiang defendeu a adopção de soluções duradoiras para as necessidades humanitárias no continente, que derivam de conflitos armados, terrorismo, extremismos violentos, calamidades e secas.

Para o Presidente Equato-guinense, esta Conferência veio a reafirma a votade política dos líderes africanos em responder às necessidades, como a crise dos refugiados e deslocados – migrantes no continente.

Obiang augura que a Declaração Final adoptada represente um firme compromisso dos Chefes de Estado e Governo e venha a redundar num reforço da atividade da Uniao Africana para sanar as consequências da crise sanitária e reconstrução dos territórios pós conflitos.

O Presidente aplaude a iniciativa aprovada para a criação da Agência para uma resposta africana eficaz às necessidades humanitárias no continente.

Já o Presidente angolano, a quem coube presidir a conferência, em substituição de Macky Sall, que teve de regressar de urgência ao Senegal, a Cimeira revelou a unanimidade de pontos de vista dos Chefes de Estado e Governo africanos sobre crises Humanitárias no continente, mas também as soluções para os problemas que derivam dos conflitos, mudanças climáticas e da pandemia.

O mais importante agora, diz João Lourenço, é o que cada país membro vai fazer localmente, como parte das soluções para os problemas comuns.